26 de dez de 2014

Dissertação ao primogênito

Filho o pai precisa ser sincero, percebo o jeito que você olha os seus amigos na saída da escola quando suas mães vão busca-los as cinco. Filho, isso não significa que não te amamos, mas significa que eu e sua mãe temos grandes diferenças, não que ela não te ame, mas falar em amor para você querido ainda é complicado assim como para mim e sua mae.
Quando a conheci eramos dois apaixonados, filho o tempo passa e as coisas mudam assim como as pessoas, e não fique triste por sua mae não estar aqui por que eu sei que no fundo ela queria. A gente não pode ficar mais juntos filho e espero que você entenda e isso e que não te atrapalhe ou te faca uma pessoa confusa mais pra frente, você pode contar com ela e principalmente comigo, o pai errou a mãe errou também, eramos muito novos e a única coisa que realmente valeu a pena na minha relação com ela foi você, meu filho.
O amor da mamãe pelo papai acabou, e assim ela foi embora e não mora mais com a gente, espero que me entenda filho você é meu grande amor e herói e seu um dia eu ir embora você ira continuar a nossa historia, pois assim e o principio da vida um ciclo cruel onde você cria laços fortes que depois se quebram.
Filho, eu sei que você tem muitas perguntas mas se eu estou agachado e falando nos teus olhos isso tudo, é poque eu tenho culpa na sua dor, qua do não fui fiel e deixei sua mãe partir, ela não esta aqui para mim agora, mas ela sempre estará presente para você. Você realmente se parece comigo, eu não irei me afastar de você pois eu tenho que ser o seu mentor, te dar condição educação e o maximo de conhecimento e compreensão.
Filho saiba que sempre estarei com voce mesmo longe trabalhando e sempre vou te pegar para Cristo quando tu aprontar por que você tem meus olhos e minha cara, mas não minha cabeça, meu melhor amigo, meu irmão e também meu filho.

10 de dez de 2014

A Selvageria e Eu


(toquem e leiam calmamente)


Na calada da escura e insípida noite noite existia um corpo em minha cama, alguns o chamam de eu. 
Um vento gelado assolou meu ombro e ouvi algumas vozes murmurando, logo em seguida alguém me chama suavemente no ouvido dizendo clara e calmamente o meu nome. Abro meus olhos mas não consigo me mover, volto a fechar os olhos e cochilar e brevemente tudo se repete, levanto-me velho as horas. É hora de tomar o banho de benção e bom dia, calado e sonolentamente deixo a água escorrer pelo meu topete que me incomoda logo ao acertar meu olho direito, acabo por fim neste vazio me lembrando de coisas e me pergunto, quem sou e onde quero chegar?
Me troco ainda sonolento me lembrando do chamado, espiritual ou psicológico, religião ou ateísmo. Voltando a encarar o mundo novamente esse dia, saio de casa as cinco da manhã e desço o escadão escuro. Chegando ao ponto de ônibus me vejo sozinho, o frio bate em  meu cabelo úmido. Me vejo em um cenário desconfortável , havia sangue e horror na calçada do lugar todo, rastros por todo o lado daquele sangue, animal ou humano, fiquei inerte seguindo com o olhar aquela selvageria. O que aconteceu? Acho que desta vez não sei nem o que se passa em mim, vou lá eu entender de selvageria. 





Óscar de Otário


Hoje passei em frente a tua casa, aquele lugar onde fiquei muito tempo te esperando para sair, estava cego e comprei seu amor artificial e me deleitei por alguns meses. Tudo falso, seu sorriso, seu ‘te amo’, seu prazer, era somente uma passagem simples, mas como não acredito em passagens rápidas e por fim arrependimento. Arrependo de todo tempo que gastei do seu lado, alguns momentos bons não superam, para vossa senhoria foi tudo lindo e perfeito, porem para mim foi perda de tempo, onde estão seus olhos de atriz amor, quem te fara sorrir? Bem... eu realmente não me importo mais com isso.