17 de dez de 2013

Meândrico Revolto Sinuoso

Toda chuva me lembra de você, eu fico tentando entender, Por qual razão eu fiz você ir embora, por qual motivo eu quis isso, por que eu te excluo de tal forma cruel que nunca imaginei. Falávamos tanto de orgulho, mas no fim fui cruel a ponto de usar o teu em prol do meu, arrependo-me tanto de ser tão eu mesmo, mesmo você merecendo.
E vem o teu perfume, não tenho como sentir saudade, ciúme, e me agarro toda noite em outra ilusão, toda nova noite. E então corpos e almas se separam isso dói mais que tudo, não em curto prazo e realmente está tão frio que eu não consigo entender, queria sair com você hoje à noite, ontem, amanhã.  
Por essas e outras que me vi tão só, mesmo sabendo que criei outra vida de plástico, hoje sou dois novamente, Uma culpa é somente o que eu tenho, e vou morrer com a mesma, pela escolha que eu fiz, ô se fiz, como pude te fazer chorar, eu sei. Então adeus? Eu sei que não você me pede toda noite, não mais. Quero-te do meu lado, mas longe de mim, eu quero estar dentro de você, mas eu quero você além de mim, sou confuso eu sei, mas quem desmancha os labirintos da vida? E o que eu fiz com a minha?

11 de dez de 2013

Monótoma Decisão

Em casa no escuro bate a saudade e então tomo aquele banho, anti-stress e decido ir a antiga escola, rever os amigos que lá ainda haviam. Então pego as coisas tranco tudo e saio do hangar da solidão, avisto o primeiro ônibus que dessa vez não demora, estava tranquilo pois estava dentro do horário, chegaria a tempo  de qualquer forma.
E ai então chego ao objetivo, o céu estava cinza e eu parado ao portão enquanto as gotas começavam a me incomodar quando então tomo a decisão de ir falar com o segurança para me permitir a entrada, e digo que sou aluno e mostro minha minha antiga carteira, o rapaz nem critica me abre o grande portão azul. Todos ainda estavam em aula os andares todos vazios, somente o silêncio e os professores mais entusiasmados ecoavam no corredor, Porém eu andava devagar mais com uma grande vontade de correr. Dai então quando adentrei na sala alguns nem perceberam de tão focados que estavam, só os mais chegados me receberam com abraços e palavrões a mais singela forma de carinho enquanto as antigas amantes os olhos brilhavam a contemplar minha imagem, também recebo todos com muito entusiasmo, logo nos atualizamos nos papos do dia a dia, escuto uma voz vindo de próximo da porta na qual a dona temos uma amizade doce, ela vem então ao meu encontro grande mulher, então me abraça fortemente, enquanto sufocado me perguntava se ela gostava tanto de mim. Ela me prensa em seus abraços, seu carinho, já me perdia em teus seios.
Logo chega a hora de cor amarela onde todos vão embora e oque me resta é ir também, me perdi na multidão de outros conhecidos decido ir ao ponto de ônibus onde encontro a calorosa e doce novamente. Então começamos a brincar um com o outro, e descobrimos que teríamos o mesmo rumo, o ônibus não demora embarcamos sorrindo como bobos um para o outro, e me lembro de repetir sempre que o seu sorriso era lindo, nos sentamos um ao lado do outro onde começamos a brincar um com o outro parecíamos duas crianças. Na quele momento, constantemente ela me agarrava me beijava no rosto e repetia no meu ouvido "Não abuse de mim!" eu segurei teu rosto beijei sua testa, insistia em falar da teoria da variável e riamos como loucos ela então fecha os olhos e faz um charme fingi que não vi, não entendia o por que, logo no balanço ela se levanta me abraça, enfim chegara seu ponto ela desce e me manda um beijo, em seguida me mostra o dedo do meio, como é bom estar rodeado de loucos.
E fica a maneira de deixar, todas podem te querer um dia, porém se teu coração for somente de uma você irá manter sua integridade. Dela apenas levei uma caneta a qual escrevi esse texto, essa breve história uma singela crônica, apenas a caneta, não trouxe um beijo nem um possível momento de prazer, preservei a doce amizade. Apenas a caneta e a lembrança.